O táxi como negócio - Taxista Empreendedor

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ladrões atacam taxista à facada

Sintra: Motorista assistido no hospital com ferimentos graves
Os dois assaltantes entraram no táxi junto à estação de comboios de Rio de Mouro, em Sintra, pelas 07h00 de anteontem. Começaram a falar com o taxista, de 34 anos, mas pouco tempo depois, na rua Infante D. Henrique, os dois ladrões sacaram uma faca e ameaçaram de morte o homem. Foi obrigado a entregar o telemóvel, a carteira e o dinheiro. O pior foi quando, ao resistir, o taxista acabou por sofrer um golpe profundo na cabeça.
Depois de agredirem violentamente o taxista, os dois assaltantes com pouco mais de 20 anos , conforme contou ontem ao CM fonte policial, puseram--se em fuga e não mais foram vistos naquela zona. São agora procurados pela PSP, que já está a investigar o caso.
Enquanto via os dois ladrões a colocarem-se em fuga, e ensanguentado, o taxista pediu socorro a moradores, que chamaram os bombeiros para lhe prestarem os primeiros socorros. Mas, tendo em conta a gravidade dos ferimentos, o homem teve de ser transportado ao Hospital Amadora-Sintra.
Uma vez que os dois ladrões não actuaram com capuzes a cobrir-lhes o rosto, os assaltantes já estão identificados pelas autoridades. São referenciados por roubos na via pública, sempre com recurso a uma faca.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Transporte de doentes pelos bombeiros "arruina" taxistas

O presidente da Federação Nacional do Táxi acusa o Governo de estar a "empurrar para a falência milhares" de taxistas ao determinar que o transporte não urgente de doentes seja da exclusiva responsabilidade dos bombeiros. 
Para Carlos Ramos, o argumento utilizado pelo Governo de que sai mais barato ao Estado entregar o transporte não urgente de doentes às corporações de bombeiros, em detrimento dos taxistas, é falso.
"É uma argumentação falsa, estamos fartos de provar essa realidade",  afirma o dirigente associativo, insistindo que a situação está a deixar  na falência muitos taxistas e condutores de carros de praça.  
"Peçam orçamentos e comparem", desafia Carlos Ramos, garantido que os custos do táxi  são mais baratos do que os praticados pelos bombeiros.  
O presidente da Federação Nacional do Taxi afirma, ainda, que a qualidade do serviço prestado é pior, já que as viaturas  que os bombeiros utilizam levam nove passageiros, o que leva a que os últimos  transportados tenha de viajar "quatro ou cinco horas" até chegarem a casa.
Estão neste grupo os doentes que precisam fazer hemodiálise e outros tipos de tratamentos regulares que não necessitam de transporte urgente.

Alemanha: Mulher presa seis horas na bagageira de um táxi

Uma mulher permaneceu seis horas presa na bagageira de um táxi na cidade de Hamburgo, norte da Alemanha. O taxista estava embriagado e prendeu a jovem depois de a agredir, indicou esta segunda-feira a polícia que deteve o motorista.
No domingo, por volta das 06:00, uma mulher de 32 anos apanhou o táxi para voltar para casa.
«Durante a viagem, a mulher deu-se conta que o motorista não estava no caminho indicado», explicou a polícia. «Antes que ela pudesse reclamar, o taxista a insultou-a, parou o veículo e tirou-a do banco. Depois agrediu-a com um soco e prendeu-a na bagageira», acrescentou um comunicado da polícia.
A mulher conseguiu ligar do seu telemóvel para a polícia, que começou a procurar o táxi sem resultado.

domingo, 4 de setembro de 2011

Avenida Marginal voltou a ser palco de um acidente grave

Despiste mata taxista na Marginal do Estoril
Um taxista morreu este domingo na Avenida Marginal, em São Pedro do Estoril, ao despistar-se na via à beira-mar, cerca das 08h00. Segundo a polícia, o motorista tinha cerca de 40 anos e despistou-se "para as rochas, do lado do mar", quando circulava no sentido Cascais-Lisboa.

O acidente mortal não envolveu outras viaturas.
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O nosso colega Sergio ....
faleceu hoje neste brutal acidente. Radicado ha uns anos em portugal era de leste a sua nacionalidade.
Trabalhava aqui na praça no Concelho de Cascais .
Sem carro certo  de momento estava a fazer umas ferias de um colega Nos ultimos tempos era assim que trabalhava uma folga aqui outra ali 
Ainda ontem trocamos algumas palavras e partimos com um «ate logo» e votos de «boas corridas».
Esta madrugada fez a sua ultima corrida 
Descansa em paz companheiro !!

Fernando Pacheco

Taxistas à beira do despiste

Os taxistas estão com dificuldades para conseguir evitar o despiste do sector. Reduzir o número de táxis e a paragem de cada viatura um dia por semana são algumas das medidas sugeridas por dirigentes de uma classe em derrapagem.O presidente da Federação Nacional do Táxi, Carlos Ramos, calcula em cerca de 40 por cento a descida na procura do serviço só nos primeiros seis meses deste ano.
O seu colega que lidera outra associação do sector, a Antral, diz que nenhum profissional com uma viatura de praça consegue sobreviver se circular apenas as 40 horas semanais e ambos consideram optimista a perspectiva de que um condutor por conta de outrem consiga levar 35 euros para casa ao fim de uma jornada ao volante em Lisboa.
Florêncio Almeida aproveita o local em que foi entrevistado pela Lusa, numa tarde desta semana junto à estação ferroviária de Santa Apolónia (Lisboa), para caracterizar a realidade do sector.
«Há 20 anos, a esta hora havia aqui 40 ou 50 pessoas à procura de táxi e não havia nenhum porque andavam todos ocupados na cidade. Hoje é o contrário, estão aqui dezenas de táxis e os clientes não aparecem», afirma.
A actual crise financeira ajuda à situação, mas o declínio dos taxistas vem de trás. Florêncio Almeida aponta a desertificação da capital: «Há 25 anos havia 1,2 milhões de habitantes em Lisboa, hoje há 495 mil e o número de táxis é o mesmo».
São 3400 as viaturas beges ou pretas e verdes que estão autorizadas a circular em Lisboa, mas o presidente da ANTRAL defende que deviam ser retiradas 1000 licenças, como sucedeu em cidades espanholas como Madrid ou Barcelona.
Carlos Ramos recorre também a Espanha para exemplificar outra via a seguir para atingir o mesmo destino: interditar a circulação de cada táxi um dia por semana.
Com a quebra na procura, os profissionais dizem ser frequente na actualidade atravessar Lisboa de lés a lés sem ver uma braço a levantar-se ou uma voz a pedir «táxi, táxi».
A solução menos onerosa seria encostar numa praça e esperar que o cliente apareça, mas aqui surge outro obstáculo: só há 900 lugares nas praças de toda a cidade para as 3400 viaturas autorizadas e a polícia aparece de quando em vez e multa quem estiver a mais, como previsto na lei.
Circular seria a alternativa, mas aqui acende-se de novo a luz vermelha: o preço do gasóleo. Carlos Ramos diz que os «aumentos permanentes» dos combustíveis acarretam um «peso que é insuportável aguentar por muito mais tempo».
Embora reivindicando um preço mais barato para o sector, Carlos Ramos reconhece a dificuldade em atingir esse objectivo e considera contraproducente o aumento generalizado dos preços do serviço.
Defende, no entanto, a introdução das tarifas regionais, já que há zonas onde «o aumento ainda é possível», como Lisboa, Porto ou o Algarve, ao contrário das regiões do interior onde diz não ser praticável encarecer as tarifas.

Esmagadora maioria dos taxistas circula mais horas do que lei permite

A esmagadora maioria dos taxistas infringem a lei ao circular mais do que as 40 horas semanais impostas na lei, garante o presidente da maior associação do sector.

Florêncio Almeida, que preside há dez anos à ANTRAL, disse à Lusa que, na atualidade, um motorista de táxi não consegue sobreviver se trabalhar apenas as oito horas diárias com duas folgas semanais.
“Deviam fazer um estudo para ver se conseguiam encontrar algum taxista que circule apenas as 40 horas”, desafia o dirigente.
As dificuldades com que confrontam os motoristas de praça são de tal modo grandes que os suplementos de bagagem e as gorjetas ganham um peso significativo nos rendimentos dos motoristas.
“Só com a receita [do taxímetro] não conseguem sobreviver”, assegura, explicando que os condutores que trabalham para os industriais do setor recebem, em média, 35 por cento do dinheiro que conseguem fazer.
Quem consegue manter rentabilidade são os grandes empresários do setor que têm oficinas próprias, conseguindo assim preços mais baixos na manutenção e descontos nas peças que adquirem, afirma.
Sobre a discrepância que se vê no nível das viaturas a prestar serviço de táxi, onde cruzam modernos topos de gama com viaturas com mais de 20 anos na praça, Florêncio Almeida considera que essa situação “reflete a falta de rentabilidade”.
“As pessoas só podem investir aquilo que ganham. Aquela meia dúzia de carros [novos] que se veem aí, que são muito poucos, se calhar menos de cinco por cento, são de pessoas que trabalham sozinhas 15, 16 e 17 horas por dia e têm outros tipos de serviços”, como acordos com seguradoras para assistência em viagens ou levar acidentados a tratamentos, sustenta Florêncio Almeida.