O táxi como negócio - Taxista Empreendedor

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Falsos clientes roubam taxista

Fizeram-se passar por clientes e pediram para o taxista os levar para Vila do Conde. Quase a chegar ao destino, a dupla disse ao motorista para sair da A28 e parar assim que possível. Foi então que o ameaçaram com uma chave de fendas e o obrigaram a entregar o telemóvel e todo o dinheiro, cerca de 40 euros. Depois, fugiram a pé.

O assalto aconteceu anteontem à noite. Os dois ladrões abordaram o taxista na rua do Lugarinho, no Porto, e iniciaram uma viagem até Vila do Conde. "No início, não desconfiei que me iam assaltar. Eram dois jovens, com cerca de 25 anos. Só quando me pediram para parar repentinamente é que desconfiei", começou por contar ao CM Marcelo Correia, de 40 anos, que foi assaltado na rua de Pigeiros, em Touguinha.
"Quando parei, um deles agarrou-me logo pela camisola e disse: ‘Passa para cá todos os pertences que nós não te fazemos mal’. Apontou-me um objecto que me pareceu ser uma chave de fendas. Assustado, dei logo tudo o que tinha", frisou o motorista, cujo taxímetro marcava 39, 35 euros.
Marcelo nunca reagiu e só chamou a GNR alguns minutos depois. "Estava nervoso, mas senti que eles também estavam. Pelo menos, não me fizeram mal. Ir para Vila do Conde é sempre perigoso. Vários colegas meus são roubados lá", observou o taxista, que foi assaltado pela primeira vez.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Um urinol que nos diz quando temos de chamar um táxi!

Urinol FaladorNos EUA existem uns urinóis que falam com “o seu cliente”. Para tentar minimizar os acidentes no regresso a casa depois de uma noite nos copos com os amigos, a Wizmark inventou um acessório para urinóis cujo objectivo é funcionar como consciência da pessoa.

A Wizmark criou um acessório que pode ser colocado em praticamente todos os urinóis do país. Este acessório da forma de uma bolacha é accionado pela pressão e começa a emitir frases aleatórias mas com alusão ao estado alcoólico em que a pessoa possa estar.
As frases são do género:
“Hei grandalhão! Estiveste a beber uns copos? Então escuta. Se achas que já bebeste demasiado, então é altura de chamar um táxi ou um amigo para te ir levar a casa. Com certeza que é mais seguro e mais barato que apanhares uma multa. Faz a escolha acertada e hoje não conduzas se já bebeste”.
Mas também há outras com um sentido de humor mais apurado:
“Aqui está uma boa voz amiga! Não conduzas bêbado pá. Se o fizeres e fores preso o próximo urinol onde vais mijar será o da prisão com um tipo grande e musculado atrás de ti a pedir-te que apanhes o sabonete…!”
Este dispositivo foi colocado em cerca de 200 bares do Michigan nos Estados Unidos da América a mando da policia local como sendo mais uma acção contra os acidentes na estrada devido a pessoas bêbadas que teimam em ir a conduzir para casa.
Caso queiram comprar uma lá para casa, cada bolacha custa $21 e dura 3 meses.

Táxis: Dezenas de taxistas de Bragança não vão sobreviver à nova lei de transporte de doentes

  Algumas dezenas de taxistas protestaram hoje, em Bragança, contra a perda de exclusividade do transporte de doentes não urgentes que alegam porá em causa o futuro de perto de uma centena de profissionais que vive praticamente deste serviço.
Os taxistas do distrito transmontano decidiram organizar um protesto solidário com a concentração que decorreu, durante a manhã, na capital, mas a nível local, porque "de Bragança a Lisboa são 500 quilómetros" e não têm dinheiro para gastar em combustível, como explicou Marcelino Ferreira, delegado distrital da ANTRAL (Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros).
O motivo do descontentamento é o mesmo: a nova portaria governamental que permite o transporte de doentes não urgentes, até agora feito apenas por táxis e ambulâncias, em carrinhas particulares de nove lugares.
Os taxistas alegam que já fazem transporte de doentes há muitos anos, pago pelo Serviço Nacional de Saúde, pelo que contestam a imposição da nova lei que os obrigará a tirar um alvará que custa 200 euros e a fazer formação no INEM para continuarem a prestar o serviço, segundo o delegado da ANTRAL.
"Se nós já somos transportadores, não se justifica um novo alvará", reiterou, lembrando que esta exigência acresce ao alvará e licença inerentes à profissão.
Acresce ainda que um táxi que transporta apenas quatro pessoas não vai conseguir concorrer com as carrinhas particulares de nove lugares, como salientou António Belchior, taxista de Mirandela e que se deslocou a Bragança para participar no protesto.
Segundo este taxista, no distrito de Bragança "andam diariamente, em média, entre 90 a 100" profissionais a transportar doentes hemodialisados.
"Se esta lei for adiante, imagine quanta gente vai para o desemprego", questionou.
Em casa de Arnaldo Pires, taxista há 40 anos, serão "quatro pessoas" que perdem o sustento, segundo o próprio, já que toda a família trabalha e depende dos três táxis e um autocarro.
"Venho aqui porque me sinto indignado pela ordem do senhor ministro da Saúde, porque já há 20 anos que transportamos hemodialisados e agora querem montar empresas com alvarás do INEM", afirmou.
O delegado da ANTRAL contou "entre 30 a 40 táxis" no protesto que começou com uma concentração junto à Câmara de Bragança e seguiu em marcha lenta pelas ruas da cidade.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Santos Pereira: "Antral tem estado em diálogo" com o Ministério


 O ministro da Economia disse esta segunda-feira que e a Antral está "em diálogo" com o Ministério. Os taxistas realizaram hoje uma marcha-lenta para demonstrar o seu desagrado em relação à decisão de retirar às ambulâncias e aos táxis a exclusividade do serviço de transporte de doentes não urgentes.
 Em declarações aos jornalistas, após ter revelado a intenção governamental de reforçar a linha PME Crescimento, o ministro da Economia (na foto) adiantou que a “Antral tem estado em diálogo” com o Ministério da Economia e destacou ainda que “é importante manter os canais de diálogo”.

“Os protestos e as demonstrações de descontentamento são naturais em períodos de crise. Tencionamos manter os canais de diálogo abertos para ultrapassar os possíveis problemas que existem em diversos sectores e, este é um deles”, acrescentou.

Os taxistas realizaram esta segunda-feira uma marcha lenta em Lisboa para demonstrar o seu descontentamento, nomeadamente, em relação à decisão de retirar às ambulâncias e aos táxis a exclusividade do serviço de transporte de doentes não urgentes.

Taxistas protestam hoje contra alterações nas regras de transporte

A Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) realiza nesta segunda-feira uma marcha lenta de táxis em Lisboa contra as novas regras aprovadas pelo Governo para este tipo de transportes.

 Vindos de todo o país, os táxis vão concentrar-se às 10h00 junto ao parque Norte do Parque das Nações, de onde irão partir em marcha lenta até à residência oficial do primeiro-ministro, com uma paragem em frente ao Ministério da Saúde.

O descontentamento dos taxistas deve-se a questões como a “ilegalidade dos táxis para transporte de deficientes ou o aumento de tarifas”. “Nos últimos dois anos, a tarifa dos transportes públicos aumentou pelo menos quatro vezes, mas isso não se verificou nos táxis e os custos têm aumentado”, disse o presidente da ANTRAL, Florêncio Almeida, que lamenta que o Governo não tenha atendido as reivindicações do sector.

Relativamente ao transporte de doentes não urgentes, o responsável criticou a portaria do Ministério de Saúde publicada em Maio que retira a exclusividade deste serviço às ambulâncias e aos táxis. Este serviço passou a ser permitido a veículos até nove lugares, bastando para isso ter duas placas identificadoras e o seu motorista possuir um curso de suporte básico de vida. A formação dos taxistas e o transporte de crianças são outras das questões que a ANTRAL precisa que sejam “resolvidas com urgência”.

Segundo a ANTRAL, são esperados cerca de 2 mil táxis e, durante o protesto, poderão existir condicionamentos no trânsito.

A propósito deste assunto, na semana passada, o deputado social-democrata Mendes Bota denunciou a existência de uma situação de “concorrência desleal” aos táxis feita por veículos ao serviço de agências de viagens e de empresas de animação turística, questionando o Governo sobre o tema.

“Nos últimos anos, a falta de uma regulamentação única no serviço de transporte de pessoas em veículos automóveis com lotação inferior a nove lugares tem vindo a dar azo a todo o tipo de abusos no aproveitamento deste segmento, nomeadamente por parte de agências de viagens e empresas de animação turística”, afirmou o deputado na questão dirigida ao Ministério da Economia e do Emprego.

Mendes Bota disse que as agências de viagens e as empresas de animação turísticas, “a coberto de certas lacunas na lei, têm vindo, na prática, a apropriar-se de um segmento de mercado originalmente exclusivo dos táxis”, que estão sujeitos “aos mais apertados requisitos, exigências e condições de acesso ao mercado”. O deputado do PSD afirma que muitos dos condutores ao serviço destas entidades não têm certificação profissional e que há viaturas que utilizam a designação de “táxi”.

Sidecar - Toda a Gente é um Taxi

Temos visto Apps interessantes que visam tornar mais eficiente o processo de chamar/apanhar um táxi (como o Taxi Aqui de que vos falei no outro dia), no entanto a sua grande maioria dá uso a redes de táxis já existentes. Não seria interessante permitir que qualquer pessoa pudesse servir de "taxista" - ou melhor dizendo: dar boleia - a qualquer outra pessoa, sempre que os seus destinos ou rotas fossem de interesse mútuo?

É precisamente essa a ideia deste SideCar. Uma ideia que permite que qualquer pessoa se torne num condutor ao serviço da comunidade, mas que também levantará também preocupações a respeito da sua segurança: afinal... o que impede que alguém mal intencionado se pusesse na posição de condutor apenas para "roubar" os seus passageiros (ou já agora, o oposto).




Por isso mesmo é que este SideCar obriga a que condutores e passageiros estejam registados e devidamente identificados, sendo que os condutores são igualmente sujeitos a entrevistas via videochat.

Quanto aos pagamentos, e para evitar chatices com as questões legais que em muitos casos impedem que este tipo de serviços inovadores possam crescer, aqui são feitos via "donativos" que cada passageiro decide como bem entender (embora a App apresente o valor sugerido, com base na média do que foi pago ou seia esperado).

Ou seja... um projecto que será odiado por todos os taxistas, mas que me parece ser bem mais interessante a longo prazo. Imagine-se um futuro onde praticamente todos os condutores/pessoas usem este sistema, e que assim podem tornar mais eficiente o transporte para todo o lado.

... Com tantos developers nacionais, porque será que ninguém ainda não terá pegado nisto por cá? Serão os portugueses assim tão "anti-partilha" de automóvel e de servirem de boleia a outras pessoas? Penso que não... :)