O táxi como negócio - Taxista Empreendedor

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Bandeirada do táxi sobe 62,5% de dia e 56% à noite

O valor a pagar no início de cada viagem sofreu um aumento superior a 50%, mas o taxímetro vai manter-se inalterado ao longo de um maior percurso antes de o preço subir. O novo tarifário é para os próximos dois anos.
A bandeirada do táxi, o valor a partir do qual o taxímetro começa a contagem, vai aumentar mais de 50%, tanto no período diurno como nocturno, confirmou já o Negócios depois de a notícia ter sido avançada pelo “Diário de Notícias” e TSF.

Até aqui, quando um utilizador entrava no veículo e o condutor colocava o taxímetro a funcionar, a bandeirada era de 2 euros. Com o novo tarifário ontem homologado pelo Ministério da Economia e cuja entrada em vigor remete para 1 de Janeiro de 2013, a bandeirada aumenta 62,5% e fixa-se agora em 3,25 euros.

A diferença face ao tarifário actual, que se encontrava estabelecido desde 1 de Janeiro de 2011, passa pelo percurso que o táxi percorre antes de o preço começar a subir. De acordo com a legislação anterior, a bandeirada apenas se estendia por 220 metros, sendo que, com a nova tabela de preços divulgada pelo gabinete de Álvaro Santos Pereira, a mesma fica fixa até aos 1.800 metros.

A partir daí, as subidas de preços começam a ser, a cada 24 segundos, de 10 cêntimos, o que compara com o agravamento de 15 cêntimos de 36 em 36 segundos que vigorava antes do novo tarifário,segundo explica a TSF. Os tarifários dos táxis consistem no pagamento de uma bandeirada (fixa para todas as viagens) e das fracções que se lhe acrescentam.

À noite, também há lugar a um aumento de preços, resultantes desta proposta conjunta das associações do sector Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e Federação Portuguesa do Táxi. A subida da bandeirada é de 56%, que ascende de 2,50 para 3,90 euros, embora, também no período nocturno, a bandeirada se prolongue por um maior percurso: 1.440 metros, em vez dos 176 metros actuais.

O tarifário nocturno aumenta menos que o diurno mas a diferença relativa entre ambos continua a ser a mesma: 20%.

Os preços da hora de espera e do serviço à hora permanecem nos 14,80 euros e 8,35 euros, respectivamente.

Aumentos também fora dos centros urbanos

No tarifário ao quilómetro, que costuma ser utilizado fora dos centros urbanos, a bandeirada mantém-se nos 3,25 euros mas ficará sem aumentos apenas até aos 3.600 metros, em vez dos 5.400 metros que até aqui se contabilizavam. O preço do quilómetro fora das grandes cidades avança 2 cêntimos para 47 cêntimos.

Ao “Diário de Notícias”, Florêncio Almeida, presidente da ANTRAL, afirmou que o novo tarifário não corresponde a um aumento mas a uma actualização “que não compensa os encargos”.

Os novos preços dos táxis podem sentir-se a partir de hoje, sendo que os taxímetros precisam de ser actualizados para ficarem de acordo com o novo tarifário.

Andar de táxi vai ficar mais caro.Só por entrar já paga 3,25 euros

JO TAXI Tarifa noturna agrava-se 20% relativamente à diurna e chega aos 3,90 euros. Governo homologou proposta dos sindicatos


Após dois anos sem aumentos, os taxistas conseguiram que o Ministério da Economia aprovasse um novo tarifário que deverá entrar em vigor mal os taxímetros sejam atualizados. Nas tarifas urbanas, o valor da bandeirada (fixo) até à contagem da primeira  fração ou impulso passa de 2 euros para 3,25 euros e é aplicada aos 1800 metros e não aos 220 metros atuais. 

Por outro lado, as frações ou impulsos passam a ser contadas a partir dos 1800 metros em vez dos 220 metros atuais. Mal se entrar num táxi, o cliente pode dar como certa uma conta de 3,25 euros e, após 1,8 quilómetros, começam a acumular-se também frações de 10 cêntimos (agora são 15 cêntimos).
As tarifas urbanas noturnas passam de 2,50 euros por 176 metros para 3,90 euros por 1440 metros, mas os impulsos são iguais ao período diurno. De qualquer forma, a tarifa noturna agrava-se 20% relativamente à tarifa diurna.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A app que chama o táxi mais próximo

Táxi Motions é uma app que permite escolher o táxi, estimar o custo da viagem e ainda fazer um pagamento por via eletrónica. A aplicação da Izi Moove deverá estrear no final do primeiro semestre de 2013

Bernardo Alves e Tiago Laranjo criaram a Izi Moove com o objetivo de suprir necessidades das empresas de transportes que hoje são descuradas pelos gigantes tecnológicas.
A estreia comercial teve lugar com o lançamento da Izi Carris. No final do primeiro semestre de 2013, será a vez da estreia de Taxi Motions, uma app para iOS e Android que permite ver qual é o táxi mais próximo e ainda reservá-lo – apenas com alguns cliques e sem proferir uma única palavra para uma telefonista. A aplicação foi uma das finalistas do prémio Cidades, que é organizado em parceria pela revista Visão, Siemens, e conta com o apoio da Sociedade Ponto Verde e da Inteli.
Menu1_TAXI.pngA app já foi testada com 10 táxis de duas companhias: o conceito provou ser viável, mas ainda há algum trabalho pela frente, antes de se tornar uma alternativa às atuais “centrais de Táxis”, que funcionam com base em requisições efetuadas por telefone.
A Taxi Motions está pensada para dois perfis de utilizadores: os taxistas e as clientes dos táxis. Nos táxis, prevê-se que a app funcione em tablets e smartphones que permitem ao motorista gerir requisições de clientes e, não menos importante, ver na hora os locais de uma cidade que têm maior procura ou afluência de público.
Os utilizadores apenas têm descarregar a app, que lhes permite saber qual é o táxi que está mais próximo e ainda estimar qual o custo da viagem que pretende fazer. Estas funcionalidades mais elementares são gratuitas – o utilizador apenas paga uma taxa acrescida caso queira enveredar por serviços personalizados (por exemplo um táxi com cadeirinha de bebé).
Em contrapartida, os taxistas que adiram ao serviço deverão pagar uma comissão, cujo valor deverá ser marginal. Bernardo Alves, sócio e fundador da Izi Moove, acredita que não será pela cobrança de comissões que os taxistas deixarão de aderir ao novo serviço: «Ao contrário das centrais, não há barreiras à entrada e à saída deste serviço. Os taxistas não têm de gastar dinheiros em equipamentos para comunicar com a central e não têm de permanecer ligados à central só porque estão ainda a pagar esses equipamentos».
Parcerias a caminho
Atualmente, a Izi Moove está negociar duas importantes parcerias: uma com um operador de telecomunicações; e outra com uma entidade financeira. A primeira tem por objetivo facilitar aos taxistas a compra de tablets ou smartphones com custos mais em conta. A negociação com a entidade financeira tem por objetivo criar um sistema de pagamento eletrónico, que permitiria pagar, a partir do telemóvel do cliente, a viagem de táxi (recorrendo a comunicações em fios).
Além de querer chegar aos táxis independentes (cerca de 50% da frota nacional), Bernardo Alves fixa como objetivo a concorrência às centrais tradicionais.
O responsável da Izi Moove lembra que a app pode abrir caminho a serviços baseados em vouchers, grupos de utilizadores frequentes, ou mesmo de táxi coletivo. O fator segurança promete igualmente fazer a diferença: «Tanto o taxista como a pessoa que usa o táxi acabam por ser identificados pela plataforma», acrescenta Bernardo Alves.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ESTUDANTES CRIAM SITE PARA “RACHAR” TAXI

Serviço gratuito funciona em teste para pessoas que estarão no aeroporto de Guarulhos

 

Aeroporto_fila_táxi_site Meleva (Foto: Divulgação) Encontrar alguém para dividir o táxi ao sair do aeroporto é uma missão quase impossível. Ou melhor, era. Dois jovens estudantes decidiram reduzir o tempo e o dinheiro gastos nesta época de viagens com um novo aplicativo. Helder Ribeiro, de 28 anos, e Murilo Pereira, de 24 anos são estudantes de engenharia da computação e já colocaram em prática o serviço, que aproxima pessoas interessadas em dividir um taxi para a mesma região.
Helder teve a ideia depois de passar muitas dificuldades nas viagens que fazia. Ele saia todos os meses de Campinas, no interior de São Paulo, onde estuda, para visitar a família espalhada por lugares como Campo Grande, Brasília e Florianópolis. “Eu sempre conseguia comprar passagem aérea com preço promocional, gastava R$ 80, R$ 90. Mas na hora de pegar o táxi para ir e voltar de Viracopos, a corrida acabava ficando mais cara que as passagens de avião”, conta o estudante. Foi aí que a dupla de estudantes se juntou e, entre junho e julho de 2012, começou a rascunhar a ideia do aplicativo.
O serviço funciona da seguinte maneira: o usuário se cadastra no site meleva.com e envia por email a confirmação da passagem aérea e o endereço de destino da corrida. Ao fazer isso, o site cruza as informações recebidas, confere junto à companhia aérea se a reserva informada é válida e envia para o usuário em até 48 horas o nome e os dados da pessoa com quem poderá dividir a carona. Em vez de pagar R$ 100 no trajeto entre o aeroporto de Cumbica e a Av. Paulista em São Paulo, por exemplo, a pessoa poderá desembolsar R$ 50.
Helder e Murilo criadores do Meleva (Foto: Divulgação)
Ajuda nas redes
O primeiro grande desafio foi reunir os usuários necessário para garantir um mínimo de duas pessoas indo para a mesma região a partir do mesmo aeroporto e por volta do mesmo horário. Na conta deles, 5 mil pessoas. Complicado? Para resolver o impasse, os jovens promoveram uma grande ação nas redes sociais para angariar os cadastros necessários e darem início ao projeto piloto. Com a força das redes sociais e de indicações de amigos, a meta foi alcançada no último dia 15 de dezembro.
Nessa primeira fase, o serviço gratuito atenderá apenas os usuários que desembarquem no Aeroporto de Guarulhos. De acordo com Helder, quem se cadastrou e vai precisar do serviço nos próximos dias receberá em breve o email de confirmação com o contato de alguém para dividir o táxi. A ideia é que o serviço comece a ser oferecido em outros aeroportos nas próximas semanas. “Queremos expandir para os dez maiores aeroportos do Brasil, que são responsáveis por mais de 80% do tráfego aéreo”, conta Helder.
Atualmente Herder e Murilo estão morando em Santiago, no Chile. O governo chileno, por meio de um programa de financiamento destinado ao desenvolvimento startups de tecnologia, concedeu uma bolsa de estudos de seis meses aos jovens para eles se dedicarem integralmente a por em prática o Meleva.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Taxistas querem reunião de urgência com secretário de Estado dos Transportes

Os representantes dos taxistas e o vereador da Mobilidade na câmara de Lisboa vão pedir uma reunião com carácter de urgência ao secretário de Estado dos Transportes para esclarecer dúvidas relativas às Zonas de Emissão Reduzida (ZER).
“A câmara ficou de pedir uma reunião urgente com o secretário de Estado para que sejam indicadas soluções para resolver este problema”, disse hoje o presidente da ANTRAL - Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros.
Florêncio Almeida falava à Lusa na sequência da reunião que a ANTRAL e a Federação Portuguesa dos Táxis tiveram com o vereador Nunes da Silva na sexta-feira.
Em Abril, a Câmara de Lisboa deu um prazo até final do ano aos táxis sem catalisador de origem para fazerem modificações técnicas que os permitam circular nas zonas de emissões reduzidas.
Desde o início de Abril que os veículos com mais de 20 anos (sem catalisador de origem) estão proibidos de circular no centro da cidade (na zona a sul do eixo criado pelas avenidas de Ceuta, das Forças Armadas, dos Estados Unidos da América, Marechal António Spínola, Santo Condestável e Infante D. Henrique e Eixo Norte/Sul).
Também as viaturas anteriores a 1996 estão impedidas de circular no eixo Baixa/Avenida da Liberdade, onde desde Julho a limitação já vigorava para carros sem catalisador.
O objectivo destas normas é a redução da poluição. Segundo o presidente da ANTRAL, os táxis mais antigos não podem colocar catalisadores porque estes ainda não foram homologados pelo IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes).
Florêncio Almeida disse ainda que “até final de Março as coisas vão manter-se” como estão e que todas as entidades envolvidas vão trabalhar para encontrar soluções.
Para o presidente da ANTRAL, o ideal seria “abrir-se uma excepção” para taxistas. O responsável defendeu também que as câmaras municipais não deviam licenciar táxis com mais de oito anos e que devia ser dada uma margem de cinco anos para as empresas renovarem as frotas mais antigas.
“Não é num momento de crise como este que se vai conseguir substituir tudo ao mesmo tempo”, frisou.
Em declarações à Lusa, o vereador da Mobilidade disse que a reunião com os taxistas, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e o gabinete do secretário de Estado dos Transportes vai servir para “clarificar o que serão os dispositivos a aplicar e em que tipo de veículos”.
Nunes da Silva disse ainda que vão solicitar ao governo que impeça o “licenciamento para o serviço de táxi e a importação de veículos para esse fim com mais de oito anos”.
No final do processo, o vereador quer apurar “com rigor” quantos carros é que têm o dispositivo que diminui a emissão de partículas poluentes e quais subsistem sem esse equipamento “ e em relação aos quais temos de encontrar solução”.
Nunes da Silva salientou também que as datas dos veículos proibidos de circular em algumas zonas da cidade “são de referência”, uma vez que algumas marcas já equipavam os carros com o catalisador necessário.
“O que conta é a homologação do fabricante”, frisou.