O táxi como negócio - Taxista Empreendedor

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Táxis movidos a hidrogênio nas Olimpíada de Londres em 2012

A Olimpíada de 2012, em Londres, aposta forte em inovações que podem se tornar paradigma para a construção de cidades sustentáveis. Além das instalações flexíveis – o Estádio Olímpico, por exemplo, terá redução de 90 mil para 20 mil assentos depois dos Jogos – a cidade pretende lançar um protótipo de táxis movidos a hidrogênio, tecnologia 100% livre da emissões de gases tóxicos.


A iniciativa foi batizada de Black cabs go green (algo como “táxis pretos se tornam verdes”), programa lançado pela prefeitura londrina em 2008. Por fora, o carro movido a hidrogênio é exatamente igual aos 21 mil táxis que circulam pela cidade. A diferença está debaixo do capô, com o motor desenvolvido pela fabricante automotiva Lotus.

Os táxis “verdes” não são exatamente modelos de potência e autonomia. Eles atingem velocidade máxima de 130 Km/h e chegam a 100 Km/h em 14 segundos. Com o tanque cheio, podem rodar até 250 km pela capital londrina. Mas a vantagem é significativa em relação aos veículos movidos a energia elétrica, também livres de emissões, já que o novo táxi pode ser reabastecido em poucos minutos, facilitando a vida dos motoristas.

“Assim como cortar significativamente as emissões de dióxido de carbono, procuramos táxis mais silenciosos e que produzam menos poluentes, o que é boa notícia para todos que circulam por Londres,” disse o prefeito da cidade Boris Johnson.

A introdução em larga escala de carros movidos a hidrogênio é aguardada há tempos pelos entusiastas das energias verdes, já que, eventualmente, a tecnologia permitiria a geração de combustível através de fontes renováveis. Usinas eólicas e solares poderiam ser usadas no processo de dividir a molécula de água em oxigênio e hidrogênio – que, em seguida, seria canalizado para os tanques dos veículos. No curto prazo, no entanto, os carros movidos a hidrogênio no Reino Unido serão abastecidos por combustíveis derivados do petróleo.

O executivo Henri Winand, da Intelligent Energy, fabricante das células de hidrogênio usadas nos táxis, disse ao site “guardian.co.uk” que este seria o modelo ideal para começar a construção da infraestrutura de um sistema de transporte baseado no hidrogênio. Os custos da produção em larga escala do combustível é a pedra no caminho para a fabricação em massa de veículos. “Com as frotas você pode instalar uma pequena infraestrutura, que pode crescer com a introdução de novas frotas, em vez de ir direto aos consumidores que podem ter dificuldade de encontrar um posto de abastecimento”, disse.

O vice-prefeito de Londres, Kit Malthouse, já prometeu que até 2012 seis postos de abastecimento de hidrogênio estarão operando na capital, para uma frota de entre 20 e 50 táxis e de 150 ônibus.

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